Como é feito o reconhecimento da pessoa com deficiência?

O enquadramento da pessoa com deficiência é o processo de classificação da pessoa com base na natureza e no grau de sua deficiência. Ele é realizado com base em critérios médicos e científicos e tem como objetivo fornecer informações sobre as necessidades, limitações e capacidades da pessoa.

Geralmente, o enquadramento é realizado por uma equipe multidisciplinar, que inclui médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais de saúde. A equipe realiza uma avaliação completa da pessoa com deficiência, incluindo exames físicos, testes cognitivos, avaliação funcional e entrevistas com a pessoa e seus familiares.

Com base na avaliação, a equipe classifica a pessoa com deficiência em uma das seguintes categorias:

Deficiência física: que inclui pessoas com limitações na mobilidade, como aquelas com lesão medular ou amputações.

Deficiência visual: que inclui pessoas com baixa acuidade visual, cegueira ou visão subnormal.

Deficiência auditiva: que inclui pessoas com perda auditiva, surdez ou dificuldade de ouvir.

Deficiência intelectual: que inclui pessoas com dificuldades de aprendizado ou limitações cognitivas.

Deficiência múltipla: que inclui pessoas com mais de uma deficiência, como pessoas com deficiência física e intelectual.

Além disso, a classificação também pode incluir grau de deficiência, como leve, moderada ou grave.

É importante lembrar que o enquadramento é um processo contínuo e dinâmico e pode ser revisto ao longo do tempo com base nas necessidades da pessoa com deficiência e em seu progresso. Também é preciso levar em conta que, para além da classificação e enquadramento, o importante é acompanhar e atender as necessidades de cada pessoa de forma individualizada.

O enquadramento da pessoa com deficiência é importante porque permite identificar as necessidades específicas da pessoa e fornecer intervenções adequadas. Além disso, ele também é usado para determinar os recursos e benefícios aos quais a pessoa com deficiência tem direito, como benefícios econômicos, adaptações no ambiente de trabalho, apoio educacional, entre outros.

É importante lembrar que enquadramento deve ser feito com respeito à dignidade e autonomia da pessoa com deficiência e sem qualquer tipo de discriminação. Além disso, o processo de enquadramento deve ser acessível e compreensível para a pessoa com deficiência, e deve ser baseado em critérios médicos e científicos.

A equipe de avaliação deve ter o cuidado de usar termos e classificações que sejam precisos e não ofensivos, e também devem ser evitados jargões técnicos e termos estigmatizantes. O objetivo é fornecer informações úteis para ajudar a melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência e não para rotulá-la.

É importante também lembrar que a classificação não é permanente e estática e pode ser revista e atualizada de acordo com as necessidades e progresso da pessoa, e deve ser feita de forma a garantir que a pessoa esteja tendo acesso a todos os recursos e benefícios aos quais tem direito.

Finalmente, é importante lembrar que a avaliação biopsicossocial e o enquadramento da pessoa com deficiência não se limitam a esse único processo, e deve ser visto como um processo contínuo de avaliação e acompanhamento das necessidades da pessoa.

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