Quais são as ferramentas de avaliação da pessoa com deficiência?

No Brasil, a avaliação do grau de deficiência é realizada por médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou de outros órgãos públicos. O processo consiste em uma avaliação médica e funcional da pessoa com deficiência, que leva em conta aspectos como o tipo e a extensão da deficiência, as atividades diárias que a pessoa é capaz de realizar e as limitações que ela enfrenta. Entre as ferramentas utilizadas para avaliação, destaca-se o IFBr (Índice de funcionalidade brasileiro) composto por cinco domínios (comunicação, autocuidado, mobilidade, capacidade para desempenhar atividades da vida diária e capacidade para participar de atividades da comunidade) e é aplicado por médicos peritos durante a avaliação do grau de deficiência, com o objetivo de mensurar a capacidade funcional da pessoa com deficiência.

A partir dessa avaliação, é atribuído um grau de deficiência, que vai de 0% (nenhuma deficiência) a 100% (deficiência total). Esse grau é importante para determinar o tipo e a extensão dos benefícios aos quais a pessoa com deficiência tem direito, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e outros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, aproximadamente 45,6 milhões de pessoas apresentavam algum tipo de deficiência, sendo que cerca de 14,4 milhões delas possuem deficiência de mobilidade física. Além disso, de acordo com dados do IBGE, as pessoas com deficiência representam 26,9% da população brasileira, e as principais deficiências são: dificuldade de audição e fala, dificuldade de visão, dificuldade de mobilidade física, dificuldade de memória e concentração e dificuldade de aprendizado.

É importante lembrar que a avaliação do grau de deficiência pode ser reavaliada a qualquer momento, caso haja mudanças significativas na condição de saúde da pessoa. Acompanhamento médico contínuo é fundamental para garantir a melhor acessibilidade e qualidade de vida para essa população.

Atualmente, no Brasil, existem três tipos de graus de deficiência: leve, moderada e grave. Cada um desses graus é definido com base na capacidade funcional da pessoa com deficiência, levando em conta aspectos como o tipo e a extensão da deficiência, as atividades diárias que a pessoa é capaz de realizar e as limitações que ela enfrenta.

O grau de deficiência leve é caracterizado pela presença de limitações físicas, mentais ou sensoriais, mas que não comprometem a capacidade funcional da pessoa. Essas pessoas podem realizar as atividades diárias sem muitas dificuldades e geralmente não precisam de ajuda para se deslocarem ou se comunicarem.

O grau de deficiência moderada é caracterizado por um maior comprometimento da capacidade funcional da pessoa, o que impede ou dificulta a realização de algumas atividades diárias, como se comunicar ou se deslocar. Essas pessoas podem precisar de ajuda para realizar essas atividades e geralmente têm limitações significativas.

O grau de deficiência grave é caracterizado pela presença de limitações físicas, mentais ou sensoriais que comprometem completamente a capacidade funcional da pessoa, impedindo-a de realizar praticamente todas as atividades diárias. Essas pessoas geralmente precisam de ajuda constante para se comunicar e se deslocar e têm limitações severas.

É importante mencionar que esses graus são usados para definir o tipo e a extensão dos benefícios aos quais a pessoa com deficiência tem direito, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e outros.

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